|
Desaparecimento do Aral e outros
desastres com o avanço humano
Imagens feitas por satélites nos últimos 40 anos ajudam
especialistas a entender as dramáticas mudanças no
ambiente causadas pela ação do ser humano. Os registros
mostram a seca de muitos corpos de águas ao redor do
planeta, enquanto aumenta a demanda da humanidade pelos
recursos hídricos. As informações são do Daily Mail.

Imagens mostram como estava o mar de Aral em 1973
(esq.), em 1999 (centro) e em 2009 (dir.)
Imagens registradas entre 1973 e 2009, por exemplo,
registram o desaparecimento quase total do mar de Aral -
que na verdade era um gigantesco lago de água salgada -,
na Ásia Central, que tinha o tamanho da Irlanda e virou
um grupo de lagos. Em abril, o secretário geral da
Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, disse
que o Aral passava por "um dos maiores desastres
ambientais do planeta".
O Aral, que fica entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, já
foi o quarto maior lago do planeta. Contudo, desde os
anos 60, ele perdeu mais da metade de seu volume. Os
rios que alimenta o mar foram sobrecarregados por
irrigações nas plantações de campos de algodão, ainda na
época da União Soviética.
Além da falta de água, Aral sofre com poluição, que
chegou a níveis perigosos. A destruição do lago também
dizimou a indústria pesqueira local, causando desemprego
e problemas econômicos para os moradores da região.
O berço da civilização vira um deserto
No Iraque, a histórica região entre os rios Tigre e
Eufrates também sofre com a exploração do homem. Na
metade do século XX os pântanos da Mesopotâmia começaram
a ser drenados para a agricultura e para atingir a
região onde viviam contrários ao partido que dominava o
país. Imagens registradas da região em 1990 e 2000
mostram em um pequeno espaço de tempo drásticas mudanças
na região (confira mais detalhes na aba "fotos" acima.
"Ultimamente, os desastres vistos no mar de Aral e nos
pântanos são uma combinação dos efeitos do homem e do
aumento da temperatura nessas regiões. (...) Não há uma
grande mudança no volume de chuva nessas áreas, mas
desde os anos 70 a temperatura subiu 1°C, o que aumenta
as perdas devido à evaporação. (...) A poluição na área
está ficando pior porque, enquanto a água evapora,
poluentes na água ficam mais concentrados e menos
diluídos", diz Benjamin Lloyd-Hughes, do Instituto
Walker - instituição que pesquisa o sistema climático -
e da Universidade de Reading, no Reino Unido, à
reportagem.
Opine pela inteligência (
"PLANTE
UMA ÁRVORE NATIVA")
|