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Amazônia: 29 áreas protegidas foram
extintas por madeireiros
Um total de 29 áreas protegidas na Amazônia foram
reduzidas ou extintas entre 2008 e 2009 por pressão de
madeireiros, fazendeiros e dos governos estaduais que
integram a Amazônia, segundo informa o estudo intitulado
Ameaças formais contra as Áreas Protegidas da Amazônia,
desenvolvido pelos pesquisadores Paulo Barreto e Elis
Araújo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da
Amazônia (Imazon).

De acordo com o levantamento, 49 mil km2 de florestas
foram perdidos no processo, extensão que equivale quase
a área do Rio Grande do Norte.
O estudo analisou 37 iniciativas formais para reduzir
(em tamanho ou grau de proteção) 48 Áreas Protegidas da
Amazônia. O relatório indica que, para se reduzir as
áreas protegidas, foram utilizados diversos instrumentos
legais, como projetos legislativos, ações judiciais,
decretos do executivo e até mesmo o zoneamento ecológico
econômico (ZEE).
Rondônia foi o Estado que reduziu o maior número de área
protegidas. O Estado diminuiu a área de duas unidades de
conservação estaduais, e extinguiu dez. Além disso,
negociou com o governo federal a redução da Floresta
Nacional (Flona) do Bom Futuro - o governo estadual
exigiu que o governo federal reduzisse a área da Flona
como condição para conceder uma licença ambiental para
as usinas do rio Madeira.
O relatório também destaca reduções no Estado de Mato
Grosso, motivadas pela existência de títulos de posse ou
propriedade anteriores à criação da Unidade de
Conservação. Projetos de infraestrutura como estradas e
Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) também reduziram
parques em Mato Grosso.
Outro ponto abordado pelo estudo diz respeito a redução
da área de duas Terras Indígenas (TI), as TI Baú e
Apyterewa.
"O Ministério da Justiça cedeu às pressões de ocupantes
e utilizou portarias para reduzir a TI Baú e a TI
Apyterewa, cujos limites legais deveriam ser definidos
tão somente por estudo antropológico", aponta o texto.
Para os pesquisadores, na Amazônia. O estudo sugere
iniciativas para assegurar a integridade das áreas
protegidas. "Recomendamos punir rapidamente os crimes
ambientais; consolidar esses espaços promovendo
atividades econômicas sustentáveis e sua regularização
fundiária; e utilizar o rigor técnico e legal para
eventuais alterações".
Somente conversa de políticos, enquanto isso a seca
avança pelo país baixando a
umidade do ar
para quase 0 em vários estados do país.
Opine pela inteligência (
"PLANTE
UMA ÁRVORE NATIVA")
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