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Pesquisadores alertam para aumento de mercúrio no oceano
Os níveis de mercúrio no Oceano Pacífico estão subindo, de
acordo com os resultados de um novo estudo. A alta pode significar
que mais metilmercúrio, uma neurotoxina humana formada quando o
mercúrio é metilado por micróbios, se acumule em peixes marinhos
como o atum.
Opine pela inteligência (
"PLANTE UMA ÁRVORE
NATIVA")
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A pesquisa surge em um momento no qual cientistas e autoridades,
que até agora se preocupavam mais com a concentração atmosférica
do elemento, estão começando a busca por um quadro mais amplo
quanto ao ciclo do mercúrio. As diretrizes do governo
norte-americano quanto ao teor aceitável de metilmercúrio em
peixes estão sob revisão.
Não se sabe ainda ao certo exatamente de que maneira o mercúrio
atmosférico - quer lançado diretamente no oceano, quer
transportado pelos rios ou depósitos costeiros - é metilado e
por fim absorvido pelos peixes, que representam uma das fontes
primárias de exposição humana ao metilmercúrcio. Mas novos
dados, recolhidos por Elsie Sunderland, bióloga da Universidade
Harvard, e seus colegas também propõem um possível mecanismo
para a metilação de mercúrio no oceano. |
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Atualização oceânica
Os pesquisadores recolheram amostras na parte leste do
Pacífico Norte, uma área que também havia sido monitorada em
cruzeiros de pesquisa conduzidos por cientistas
norte-americanos em 1987 e 2002. Eles estimaram que o
mercúrio metilado responde por até 29% de todo o mercúrio
contido sob as águas do oceano, com menores concentrações
presentes em massas de água mais profundas. Os modelos de
computador desenvolvidos pelo grupo indicam que a deposição
atmosférica de mercúrio poderia, até 2050, conduzir a uma
duplicação das concentrações totais de mercúrio no oceano,
ante os níveis existentes em 1999.
A equipe de Sunderland também encontrou uma relação entre os
níveis de mercúrio metilado e carbono orgânico. Partículas
de carbono orgânico, originado de fitoplâncton ou outras
fontes, podem oferecer superfícies sobre as quais os
micróbios seriam capazes de metilar mercúrio no oceano,
sugerem os pesquisadores. O mercúrio metilado seria
posteriormente liberado na água.
"Não temos ainda um mecanismo causal para o fenômeno, mas
ele parece estar vinculado ao bombeamento biológico do
oceano", diz Sunderland. Resultados anteriores de
observações conduzidas no Pacífico Sul e na região
equatorial do mesmo oceano, ela acrescenta, localizaram
concentrações semelhantemente altas de metilmercúrio nos
locais onde a atividade biológica era mais elevada. A
conexão tem implicações para a mudança do clima e para o
ciclo do mercúrio. Oceanos mais quentes e mais produtivos,
com mais fitoplâncton e mais peixes, poderiam elevar o
volume de mercúrio metilado que termina nos pratos humanos.
Os pesquisadores também propuseram a hipótese de que as
águas do oeste do Pacífico podem estar recebendo mercúrio
depositado devido à elevação das emissões atmosféricas da
Ásia, e de lá se deslocando para o nordeste do Pacífico. O
oceano agora só pode estar respondendo a cargas de mercúrio
mais elevadas geradas por deposição atmosférica passada, diz
Sunderland. Daniel Cossa, do Instituto Francês de Exploração
e Pesquisa Marítima (Ifremer), em La Seyne-sur-Mer, e seus
colegas recolheram dados sobre mercúrio no Mar Mediterrâneo,
para artigo a ser publicado em maio pela revista Limnology
and Oceanography.
Os dois estudos indicam que nem todo o mercúrio metilado vem
diretamente de fontes costeiras ou fluviais, e confirmam que
ocorre metilação em profundidades moderadas nas águas
oceânicas, de acordo com Nicola Pirrone, co-autor do estudo
dirigido por Cossa e diretor do Instituto de Poluição
Atmosférica do Conselho Nacional de Pesquisa italiano, em
Rende.
Controvérsia natural
"O oceano é uma grande lacuna" no ciclo do mercúrio, diz
Pirrone, que também comandou a avaliação científica sobre o
mercúrio conduzida no ano passado pelo Programa Ambiental
das Nações Unidas.
Robie Macdonald, especialista em mercúrio em águas árticas
no departamento oceânico e de pesca do Canadá, diz que
embora o mercúrio na atmosfera tenha se elevado em cerca de
400% nos últimos 100 a 150 anos, as concentrações parecem
ter aumentado em apenas 30% nos oceanos. "Nós estivemos tão
ocupados observando a atmosfera que não nos preocupamos com
o oceano", ele diz. "Ambos os estudos são realmente
importantes, no que tange a chamar a atenção da comunidade
científica quanto aos efeitos e riscos do mercúrio".
Quaisquer medidas de controle do metilmercúrio, porém,
precisam levar em conta que volume vem de fontes naturais
inevitáveis e que volume é gerado por fontes antropogênicas
como a combustão de combustíveis fósseis, aponta Pirrone.
E continua a haver controvérsia quanto a isso. A falta de
dados quanto às alterações no nível de metilmercúrio em
peixes, e quanto às origens naturais ou antropogênicas do
composto, levou um tribunal da Califórnia a decidir em março
de 2009 que as empresas que produzem atum em lata não
precisam informar em suas embalagens sobre o teor de
metilmercúrio em seus produtos. A Food and Drug
Administration (FDA, agência federal norte-americana que
regulamenta alimentos e remédios) está avaliando suas normas
quanto ao risco de consumo de metilmercúrio em peixes.
Cientistas descobrem formiga que se reproduz sem Patologia
Cientistas americanos descobriram na Amazônia uma espécie de
formiga que vive e se reproduz sem Patologia, além de apresentar
apenas fêmeas entre seus exemplares.
Trata-se da "Mycocepurus smithii", primeira espécie
identificada pelos biólogos com a capacidade de se
reproduzir sem nenhum tipo de relação sexual e de se clonar
de maneira natural.
A descoberta foi publicada na revista "Proceedings of the
Royal Society B". Segundo o artigo, as formigas dessa
espécie vivem entre fungos que também se reproduzem
assexuadamente e são capazes de gerar descendentes
geneticamente idênticos.
A equipe de pesquisadores da Universidade do Arizona, nos
Estados Unidos, identificou o DNA destas formigas e
comprovou que todas eram clones da rainha.
Na análise destes animais, os cientistas comprovaram que uma
parte essencial de seu sistema reprodutivo está deteriorada
e inabilitada para reprodução.
A bióloga Anna Himler, que liderou a equipe de pesquisa,
destacou que a reprodução assexuada de machos a partir de
ovos não fecundados é um aspecto normal da reprodução de
alguns insetos. No entanto, disse que a reprodução assexuada
de fêmeas é "extremamente rara" em formigas.
"Em insetos sociais, há vários tipos diferentes de
reprodução, mas esta espécie desenvolveu sua maneira própria
e pouco habitual".
A pesquisa, no entanto, não determina as razões pelas quais
a espécie evoluiu desta forma, nem quando começou o
processo.
Segundo Himler, a descoberta foi feita por acaso. O objetivo
inicial da pesquisa era observar a capacidade desses animais
para cultivar colheitas.
"As formigas descobriram a agricultura muito antes que nós.
Cultivavam hortas de fungos há 80 milhões de anos",
explicou.
"Quando começamos a estudar esta espécie mais de perto, nos
demos conta que não havia machos. A partir daí, passamos a
olhar a estas formigas de outra maneira", disse.
Pesca pode extinguir o atum azul em três anos, diz WWF
A pesca desenfreada pode eliminar dentro de três anos a
população de atum azul em idade de procriação no Atlântico,
disse nesta terça-feira a entidade ambientalista WWF. A ONG
afirmou que só uma dramática redução da pesca poderá salvar
esse peixe, um dos maiores e mais rápidos predadores do
oceano.
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Na véspera do início da temporada de pesca no Mediterrâneo, que
dura dois meses, a WWF disse que, no atual ritmo, suas análises
demonstraram que os
atuns azuis
com 4 anos de idade ou mais, a idade da desova, irão desaparecer
até 2012.
"Há anos as pessoas se perguntam quando irá ocorrer o colapso
dessa atividade pesqueira, e agora temos a resposta", disse
Sergi Tudela, diretor de Atividades Pesqueiras da WWF
Mediterrâneo. O peixe, que pode alcançar mais de meia tonelada e
é mais rápido do que um carro esporte, é muito usado em sushis.
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A demanda japonesa provocou uma explosão no tamanho da frota
pesqueira do Mediterrâneo na última década, e muitos desses
barcos usam ilegalmente aviões para localizar cardumes.
"O atum azul do Mediterrâneo está acabando enquanto falamos,
e mesmo assim a pesca vai começar novamente amanhã, de forma
normal. É absurdo e indesculpável abrir uma temporada de
pesca quando os estoques da espécie-alvo estão acabando",
acrescentou Tudela.
Grupos ambientalistas condenaram um acordo assinado em
novembro por vários governos, especialmente europeus, para
estabelecer quotas de pesca do atual azul. O grupo considera
as quotas "um desastre" e "uma desgraça", e diz que os
países novamente preferiram ignorar seus próprios
cientistas, já que as quotas são 47% superiores ao que foi
recomendado.
O atum azul - cuja carne vermelha chegou a alimentar os
exércitos romanos, na forma de peixe seco - também é alvo da
pesca ilegal. Cada vez mais restaurantes e supermercados têm
boicotado a venda do atum azul.
De acordo com o WWF, dados oficiais mostram que o tamanho
médio dos atuns adultos caiu a menos da metade desde a
década de 1990, e que isso teve um impacto ainda maior sobre
a espécie, pois peixes maiores produzem mais crias. A WWF e
outras ONGs dizem que o atum azul só será salvo se a pesca
parar completamente nos meses de maio e junho, quando o
peixe atravessa o estreito de Gibraltar e se espalha pelo
Mediterrâneo.
Descoberta grande colônia de orangotangos na Indonésia
Foi descoberta na Indonésia uma grande colônia de
orangotangos, um dos primatas mais ameaçados de extinção do
mundo.
Cientistas dizem que o grupo de símios descoberto em uma
parte remota da ilha de Bornéo tem entre mil e dois mil
indivíduos.
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A existência da colônia foi comunicada aos cientistas por
moradores locais.
"Os reclusos primatas de pêlo vermelho foram descobertos em uma
região montanhosa e inacessível", disse Erik Meijaard, um dos
responsáveis pela descoberta.
Refúgio
A viagem para a região demorou 10 horas de carro, outras cinco
de barco e duas horas de caminhada.
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A equipe descobriu cerca de 200 ninhos em um raio de poucos
quilômetros e viu três orangotangos de perto, a mãe com seu
bebê e um grande macho, que lhes atirou galhos de árvore.
O cientistas dizem que é possível que a colônia descoberta
seja uma espécie de "campo de refugiados", abrigando macacos
fugitivos de outras regiões.
Calcula-se que existam ainda cerca de 50 mil orangotangos
vivendo livres nas florestas tropicais da Indonésia e
Malásia.
Mas a área que lhes serve de habitat vem diminuindo, dando
lugar a plantações.
Os cientistas indonésios trabalham agora com grupos locais
para proteger a área.
Rã descoberta no Peru mede cerca de 1 centímetro
Uma nova espécie de rã foi encontrada no Parque Nacional
Manu, perto de Cuzco, no sudeste do Peru. A descoberta foi
anunciada pelo Instituto de Pesquisa e Museu de História
Natural de Dresden. As informações são da agência AFP.
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A espécie foi batizada de Noblella pygmaea e é a menor
encontrada nos Andes, com cerca de 1 cm de comprimento. A rã é
um dos menores vertebrados já encontrados acima de 3 mil metros
de altitude e vive em ambientes úmidos, mas terrestres.
Edgar Lehr do Museu de História Natural de Dresden, na Alemanha,
e Alessandro Catenazzi da Universidade da Califórnia, em
Berkeley, afirmam que a Noblella pygmaea é apenas um dos muitos
anfíbios ainda desconhecidos que vivem em zona montanhosa dos
Andes. |
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Lugares em extinção Patrimônios que correm o risco de
desaparecer
Tuvalu
Composto por nove pequenas ilhas do Pacífico, o país pode se
orgulhar de sua beleza, mas não da altitude de seus
planaltos: o ponto culminante de Tuvalu fica meros 4 metros
acima do nível do mar. Nos próximos 50 anos, o oceano deve
subir 1 metro, o que deixará a maior parte do território
tuvaluano submerso. A água salgada já está invadindo vilas e
fazendo com que a população fuja para a Nova Zelândia.

Glacier National Park
Com geleiras de mais de 3,5 quilômetros de altura, o Glacier
National Park, no estado americano de Montana, poderá ser
obrigado a mudar de nome em breve. A ameaça vem do
aquecimento global: no século 19, a área tinha 150
glaciares, que começaram a derreter lentamente ainda na
década de 1850. Atualmente, apenas 27 deles resistem. A
estimativa otimista é de que todos desapareçam até 2030.
Foto: Ken Thomas

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Grande Barreira de Corais
Principal refúgio mundial da biodiversidade marinha, a Grande
Barreira de Corais da Austrália tem um ecossistema delicado, que
pode não resistir ao aquecimento global. Diante de temperaturas
altas, os corais se fecham. Ao fazer isso, acabam desalojando as
algas que vivem dentro deles e são responsáveis por seus
pigmentos. Em vez de verde ou amarelo, partes da Barreira estão
ficando brancas. Foto: Alex Robinson |
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Cientistas desvendam mistério de luz verde em mares
tropicais
Pesquisadores nos Estados Unidos desvendaram alguns dos
mistérios em torno das luzes verdes que alguns marinheiros
viam com frequência sob a superfície do mar, em regiões
próximas aos trópicos. Segundo especialistas do Instituto de
Oceanografia Scripps, da Universidade da Califórnia, em San
Diego, animais invertebrados da espécie Odontosyllis
phosphoreaemitem uma luz verde para atrair parceiros em um
ritual submarino para o acasalamento, e também como defesa.
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Luz verde vem da fêmea de uma espécie de invertebrado marinho,
que "acende" durante o ritual de acasalamento
O verme vive em áreas costeiras nas regiões tropicais e
subtropicais e, durante o verão, as fêmeas secretam um muco
luminoso antes de liberar óvulos. A luz atrai os machos, que
também liberam seus gametas na nuvem esverdeada. |
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O ritual, de acordo com os pesquisadores, ocorre
regularmente no sul da Califórnia, Caribe e Japão, atingindo
seu auge um ou dois dias antes de determinadas fases da lua,
de 30 a 40 minutos depois do crepúsculo, e dura de 20 a 30
minutos.
Proteína Os pesquisadores Dimitri Deheyn e Michael Latz
recolheram centenas de exemplares do animal em Mission Bay,
em San Diego, para o seu estudo. Através de experiências de
laboratório, eles descobriram que os animais mais jovens
também produzem flashes de luz. Deheyn e Latz concluíram que
luz pode funcionar ainda como um mecanismo para distrair
predadores.
Ambos testaram ainda a produção de luz em diferentes
temperaturas e concentrações de oxigênio. Em artigo
divulgado na revista Invertebrate Biology, Deheyn e Latz
disseram que estão mais perto de identificar a base
molecular da luz produzida pelos animais marinhos.
"Este é mais um passo para o entendimento da biologia da
bioluminescência em vermes e também torna mais próximo o
isolamento da proteína que produz a luz", disse Deheyn. "Se
nós entendermos como é possível manter a luz estável por
tanto tempo, haverá oportunidades para usar esta proteína ou
reação na medicina, bioengenharia e outros campos - da mesma
forma que outras proteínas vem sendo usadas." Seu colega,
Latz, disse que ambos se inspiraram no trabalho de pioneiros
como Osamu Shimomura, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de
Química de 2008, por sua descoberta da proteína fluorescente
do sistema de luminescência de águas vivas.
Brasileiros falam sobre expedição à nascente do Amazonas
Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) Paulo Roberto Martini e Oton Barros
participarão de palestra nesta quarta-feira para falar sobre
a expedição à nascente do Rio Amazonas, realizada em 2007,
quando descobriram que este é o mais extenso do mundo. A
palestra, aberta ao público, é parte do Projeto Ciência às
Seis e Meia da Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência (SBPC-RJ) em parceria com o Centro Brasileiro de
Pesquisas Físicas (CBPF).
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Serão apresentadas fotos locais e orbitais da viagem. A
jornalista Paula Saldanha, que organizou e liderou a expedição,
também estará presente. Com a descoberta das novas nascentes na
região do Alto Ucayalli, no Peru, o Rio Amazonas passa a ter
6.992 quilômetros de extensão. O Rio Nilo, na África, que já foi
considerado o mais extenso do planeta, tem 140 quilômetros a
menos, ou seja, é 2% menor que o Amazonas.
O engenheiro Paulo Roberto Martini explicou que o objetivo da
palestra é divulgar para o grande público a nova metodologia
utilizada para redefinir o comprimento do rio e as contribuições
da expedição para o avanço da ciência no Brasil. |
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"Combinamos imagens de satélites mais precisas com sistemas
de informações geográficas por computador. Esse é um método
novo cujo mérito principal é que ele pode ser utilizado para
medir qualquer rio do planeta. O que pretendemos agora é
divulgar isso para estudantes e para o público em geral".
Ele explicou que no caso do Rio Amazonas é praticamente
impossível fazer medidas corretas, nas regiões das
montanhas, com métodos cartográficos mais convencionais, que
dependem muito da situação de navegabilidade do rio. "Por
isso, as imagens de satélite fazem toda a diferença".
A expedição contou também com pesquisadores do Instituto
Geográfico Militar do Peru, da Agência Nacional de Águas
(ANA) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). A palestra está marcada para começar às 18h30, no
Auditório Ministro João Alberto Lins de Barros, no CBPF, Rua
Lauro Muller 45, em Botafogo, zona sul do Rio.
Símbolo da poluição, desastre é analisado 20 anos depois
Quando as pessoas pensam em grandes derramamentos de
petróleo, pensam no Exxon Valdez. Vinte anos atrás, o grande
petroleiro derramou sua carga na costa do Alasca, e as
imagens das aves marinhas cobertas de petróleo chegaram aos
noticiários em um período no qual a conscientização
ambiental começava a avançar rapidamente nos Estados Unidos.
O acidente se tornou um marco nas ações dos grupos
ecológicos e dos legisladores, mas também resultou em
centenas de estudos científicos que avaliaram as implicações
do desastre para os moradores locais e o ecossistema, os
métodos de correção dos problemas causados e as práticas de
reação a derramamentos de petróleo. Nós decidimos rememorar
o desastre e avaliar qual é a situação quanto a tudo isso,
hoje.
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O que aconteceu?
Pouco depois da meia-noite, em 24 de março de 1989, o petroleiro
Exxon Valdez encalhou em um recife no Estreito Prince William,
no Golfo do Alasca. A despeito do clima calmo nos dias que se
seguiram, os esforços de limpeza não foram bem organizados, e
uma tempestade em 27 de março ajudou a espalhar petróleo cru
pesado por cerca de dois mil quilômetros de costa, em uma mancha
que se expandiu por centenas de quilômetros.
Os cerca de 40 milhões de litros de petróleo que foram
derramados do Exxon Valdez podem não parecer muita coisa se
comparados a derramamentos anteriores, como o do Amoco Cadiz, ao
largo da costa francesa, em 1978, com 260 milhões de litros, ou
o do Prestige, ao largo da Espanha, com 76 milhões de litros.
Mas o volume de petróleo derramado não é tudo. A combinação
entre a localização do derramamento - as águas relativamente
frias e intocadas da costa sub-ártica do Alasca - e do momento
do acidente - o ecossistema estava se preparando para a
primavera - tornaram o problema especialmente devastador.
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Quais foram os efeitos do derramamento, e qual é a situação
atual do ecossistema?
Dez anos depois do derramamento, os ecologistas estimavam
que entre 100 mil e 700 mil aves houvesse morrido devido à
exposição ao petróleo, com base em uma extrapolação do
número de carcaças manchadas de óleo recolhidas em praias e
na água.
Embora muitas das espécies atingidas já tenham recuperado
aos níveis anteriores ao derramamento, ou estejam
progredindo bem apesar disso, duas delas não conseguiram se
recuperar: os guillemots, uma espécie de pombo, e o arenque
do Pacífico.
Em 31 de dezembro de 2008, o Conselho do Fundo de Reparação
do Exxon Valdez submeteu um plano de recomendação para os
arenques, peixes economicamente importantes na região
atingida.
Mas alguns interessados argumentam que pode ser que a mancha
de petróleo não tenha sido responsável pelos problemas que o
setor de pesca de arenques está enfrentando. O excesso de
exploração ou outras alterações no ecossistema, como
presença mais acentuada de doenças ou um declínio nas fontes
de alimentos disponíveis para esse tipo de peixe, podem ter
contribuído.
O que foi feito para limpar as praias e remover o petróleo
das águas? O trabalho de limpeza foi especialmente difícil
porque a mancha estava localizada em uma região muito
remota. A Guarda Costeira dos Estados Unidos e outras
agências de resposta testaram toda forma de rede disponível
para conter o petróleo, bem como agentes químicos de
dispersão.
Voluntários conseguiram recolher e limpar aves, lontras e
outros animais atingidos pelo petróleo. Algumas formas de
uso experimental de micróbios no Estreito Prince William
levaram os cientistas a desenvolver métodos altamente
inovadores de correção biológica, com a criação específica
de variantes de micróbios da espécie Pseudomonas aeruginosa,
que conseguem romper as moléculas de petróleo e dispersá-lo
no local.
A Exxon Mobil investiu mais de US$ 2 bilhões para financiar
alguns desses esforços, e desembolsou outros US$ 900 milhões
em indenizações pessoais, ao Estado do Alasca e para
constituir o Fundo de Reparação do Exxon Valdez, que
financia pesquisas sobre os impactos do derramamento.
Quanto tempo vai demorar para que o petróleo desapareça
totalmente?
O petróleo do Exxon Valdez que chegou a regiões costeiras
ativas, nas quais a ação das ondas ou de micróbios pode
romper suas moléculas, desapareceu bem rápido. Mas ainda são
encontradas poças de petróleo cru do Exxon Valdez em certas
áreas, e restam bolsões de petróleo ainda não degradado logo
abaixo da superfície, em algumas praias.
Isso alimentou o debate corrente sobre a possibilidade de
que lontras marinhas que estejam procurando alimentos em uma
praia possam ainda estar expostas ao petróleo do Exxon
Valdez. Os consultores da Exxon dizem que as lontras
marinhas e outros animais não estão em risco de exposição em
níveis tóxicos, agora, e que processos naturais terminarão
por isolar qualquer petróleo remanescente nos níveis que
ainda persistam.
O desastre resultou em alguma coisa boa?
A região do Estreito Prince William já havia sofrido o
impacto de um século de mineração de cobre, prospecção de
petróleo e pesca comercial.
Um desafio que os pesquisadores tiveram de enfrentar foi
aprender a distinguir entre os traços de degradação
relacionados ao petróleo do derramamento e outros sinais das
atividades humanas conduzidas no local em décadas
precedentes.
Em resposta às disputas judiciais quanto às questões de
responsabilidade pela limpeza, os cientistas desenvolveram
métodos muito mais precisos de identificação de
hidrocarbonetos petroleiros. Agora, laboratórios de análise
que operam sob contrato são capazes de obter identificação
"infalível" quanto à proveniência de uma mancha de petróleo,
diz Chris Reddy, do Instituto Oceanográfico de Woods Hole,
Massachusetts.
Incentivada pelas dificuldades que encontrou para combater o
derramamento de petróleo, a Guarda Costeira dos Estados
Unidos também simplificou suas linhas de comando e retreinou
suas equipes de limpeza de modo a capacitá-las a enfrentar
manchas de petróleo.
O Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei da Poluição por
Petróleo, em 1990, que determinava a responsabilidade por
danos fiscais e pelo trabalho de limpeza.
A maior parte dos derramamentos acontecia devido ao uso de
navios de casco simples, comenta Dennis Nixon, professor de
Direito Ambiental na Universidade de Rhode Island, em
Kingston. O Exxon Valdez, um navio de casco simples que foi
reparado depois do incidente, vendido e rebatizado
Mediterranean, na verdade continua em serviço no leste da
Ásia.
Hoje, petroleiros de casco único estão proibidos de utilizar
os portos dos Estados Unidos, enquanto países como França e
Espanha não permitem que eles se aproximem a menos de 320
quilômetros de suas costas.
E quanto ao povo do Alasca?
O Conselho do Fundo de Reparação do Exxon Valdez continua a
classificar os "serviços humanos" ¿ tais como pesca,
recreação e uso de subsistência - como "em recuperação", até
que os recursos dos quais eles dependem retornem ao normal.
E em 2008, uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos
reduziu dramaticamente o montante a ser pago aos moradores
locais como indenização punitiva, de US$ 2,5 bilhões para
US$ 507,5 milhões, classificando a indenização inicial como
excessiva nos termos da lei marítima. A Exxon Mobil já
começou a pagar essas indenizações.
Mar de Nova York subirá o dobro que no resto dos EUA
O nível do mar ao redor da cidade de Nova York e de boa
parte do nordeste americano vai subir duas vezes mais do que
em outras partes dos Estados Unidos ainda neste século, de
acordo com novos modelos climáticos. Causado por mudanças na
circulação oceânica, o rápido aumento do nível do mar vai
representar um maior risco de furacões e súbitas tempestades
de inverno, segundo pesquisadores.
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"Algumas partes da baixa Manhattan estão apenas 1,5 metro acima
do nível do mar", disse o principal autor do estudo Jianjun Yin,
que faz modelagens climáticas na Universidade Estadual da
Flórida. "Uma elevação de 20 centímetros seria uma ameaça a essa
região."
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No entanto, o mar que banha áreas de Nova York, Boston e
Washington, D.C., vai subir entre 36 e 51 cm até 2100, de
acordo com o estudo publicado no periódico online Nature
Geoscience. Outras cidades dos EUA, como Miami e São
Francisco, têm previsão de um aumento do nível do mar de
apenas metade desses valores.
Uma corrente do Golfo mais fraca?
A razão para o mar do nordeste americano subir
desproporcionalmente está nas forças que geram a corrente do
Golfo no Atlântico Norte, que, segundo projeções, irão
enfraquecer nas próximas décadas.
Novos modelos climáticos prevêem que o aquecimento global
vai reduzir a descida da água fria que movimenta a corrente
do Golfo. Como resultado, o fundo do oceano vai começar a
esquentar no Atlântico Norte, disse Yin. Com o aquecimento
da água ao redor da corrente, há uma expansão de seu volume,
contribuindo para o aumento do nível do mar já causado por
fatores globais como o derretimento de calotas polares e
icebergs, relata o estudo.
Um Ártico sem gelo até 2100?
Além desses fatores globais, há um oceano Ártico que parece
estar derretendo rapidamente, disse Julien Boe, pesquisador
pós-doutorando da Universidade da Califórnia em Los Angeles,
em outro estudo climático na Nature Geoscience.
Após comparar uma série de modelos com observações
empíricas, sua equipe prevê que o oceano Ártico não terá
gelo nos meses de setembro até o final deste século. Esses
estudos são vitais, dizem especialistas, porque oferecem aos
cientistas uma idéia mais precisa de como diferentes regiões
podem se preparar para potenciais perdas relacionadas ao
aquecimento global.
"Em ambos os artigos", disse Boe por e-mail, "o objetivo é
avançar nas projeções de aspectos importantes da mudança do
clima regional".
Aquecimento obriga Itália e Suíça a reverem fronteira
Os Parlamentos da Itália e da Suíça devem votar uma nova lei
que prevê a revisão da fronteira entre os dois países na
região dos Alpes - a qual, segundo especialistas, sofreu
mudanças devido ao aquecimento global. Uma comissão formada
por técnicos italianos e suíços verificou a redução das
geleiras na cordilheira europeia e revelou que ela é tão
ampla que seria necessário rever a área limítrofe entre os
dois países, definida em 1941.
A atual fronteira envolve zonas de planície e de altas
montanhas, cobertas de gelo, onde a fronteira foi definida
pela crista da geleira e por onde escorre a água de degelo.
Entretanto, em alguns pontos, o gelo já teria desaparecido e
"a linha do cume da geleira nem sempre coincide com a da
rocha que está por baixo", disse o deputado italiano Franco
Narducci, membro da comissão de assuntos internacionais da
Câmara dos Deputados e relator da lei no país.
"Com a mudança climática e a diminuição das geleiras, que
pode ser vista a olho nu em muitas zonas, é preciso retomar
as medições, que, desta vez, serão feitas com o uso de
aviões. Estabeleceu-se que onde não há mais geleira, a nova
linha de demarcação será o da rocha."
De acordo com os especialistas, por causa da diminuição das
geleiras, vai ser necessário acabar com o conceito de
fronteira fixa e introduzir o de fronteira flexível, que
muda com a redução das geleiras. "Ter que fixar novas
fronteiras representa um alarme sobre o que está ocorrendo
nos Alpes do ponto de vista climático e de impacto
ambiental", avalia Narducci.
A aprovação das leis na Suíça e na Itália para mudar a
fronteira é considerada uma formalidade. Os dois países já
estão de acordo e trocaram protocolos a respeito. O projeto
de lei apresentado ao Parlamento italiano pelo ministro das
Relações Exteriores, Franco Frattini, deve ser votado em
abril.
Cavernas mais quentes podem salvar populações de morcegos
A doença foi identificada com base em um fungo esbranquiçado
que cresce nas asas e focinhos dos morcegos
Pesquisadores têm a esperança de que o uso de caixas
aquecidas como abrigos para morcegos possam reduzir o número
de animais que morrem da síndrome do nariz branco - um
problema de saúde que vem dizimando as populações de
morcegos em hibernação por toda a região nordeste dos
Estados Unidos.
Até meio milhão de morcegos podem ter morrido dessa doença
mal compreendida desde que ela foi descoberta no Estado de
Nova York, em 2006. Porque corpos de morcegos emaciados eram
muitas vezes encontrados espalhados na entrada das cavernas
atingidas, alguns cientistas desenvolveram a hipótese de que
os morcegos estivessem morrendo de fome durante a
hibernação.

Agora, uma dupla de ecologistas criou um modelo matemático
que sugere que os padrões de hibernação dos morcegos estão
sendo alterados, o que os força a queimar suas reservas de
gordura a fim de se manterem aquecidos. Além disso, eles
propõem instalar abrigos aquecidos dentro das cavernas
afetadas a fim de acomodar os morcegos, o que permitiria que
eles conservassem energia e sobrevivessem.
"A síndrome do nariz branco parece ser uma questão de
balanço de energia", disse Justin Boyles, aluno de doutorado
no Centro Norte-Americano de Pesquisa e Conservação de
Morcegos, na Universidade Estadual de Indiana, em Terre
Haute. "Caso a idéia do aquecedor venha a funcionar, isso
seria uma maneira importante de evitar a fome e elevar o
índice de sobrevivência, preservando as populações de
morcegos remanescentes até que possamos obter uma cura,
qualquer que venha a ser." Boyles e seu co-autor, Craig
Willis, biólogo da Universidade de Winnipeg, no Canadá,
desenvolveram um modelo matemático que reproduz os padrões
de mortalidade (que atingem entre 75% e 80%) da síndrome do
morcego de nariz branco no Estado de Nova York. Eles
reduziram a duração dos períodos de torpor dos morcegos de
800 para 200 horas, e ampliaram a duração de seus períodos
despertos de três para 18 horas, no modelo.
Na simulação, os morcegos acordaram 24 vezes durante o
inverno, ao invés de seis, passaram tempo demais fora da
hibernação e consumiram suas reservas de gordura. Mas quando
os autores modelaram os efeitos de acrescentar caixas
aquecidas para que os morcegos se abrigassem durante seus
períodos despertos, apenas cerca de 8% dos animais simulados
pelo modelo morreram.
"A idéia se baseia em um fenômeno existente, que os morcegos
são conhecidos por aproveitar", disse David Blehert, diretor
de microbiologia diagnóstica no Centro Nacional de Saúde da
Fauna, parte do Serviço de Levantamento Geológico dos
Estados Unidos, em Madison, Wisconsin. "Caso eles aprendam
como usar (as caixas), isso pode ser uma maneira de
preservar suas reservas de gordura e de lhes dar uma chance
de sobreviver". Boyles e Willis estão se preparando para
testar sua idéia em uma série de cavernas de morcegos ¿até
agora não atingidas pela doença- na província de Manitoba,
Canadá, usando caixas isoladas contendo aquecedores,
acionados por baterias recarregáveis por meio de painéis
solares. "Trata-se de uma idéia pouco ortodoxa, mas a doença
é um problema sério o bastante para que idéias heterodoxas
se tornem necessárias", afirma Boyles.
O ataque dos fungos
A doença é conhecida como síndrome do nariz branco porque,
quando descoberta, ela foi identificada com base em um fungo
esbranquiçado que cresce nas asas e focinhos dos morcegos
atingidos. Depois, em outubro de 2008, Blehert e seus
colegas reportaram sucesso em isolar uma espécie até então
desconhecida de fungo Geomyces, que cresce tanto mais quanto
menores forem as temperaturas.
Ainda que não tenham conseguido demonstrar até o momento que
o fungo causa a síndrome do nariz branco, experiências para
testar a hipótese estão em curso, e ela continua a ser a
mais provável explicação para o problema, de acordo com
Blehert.
A síndrome do nariz branca já se espalhou a mais de 450
locais em sete Estados do nordeste dos Estados Unidos, de
Vermont à Virgínia Ocidental, de acordo com Susi van
Oettingen, bióloga do Serviço Nacional de Fauna e Pesca dos
Estados Unidos e especialista em espécies ameaçadas.
Indícios da doença foram encontrados em dois outros Estados
- New Hampshire e Virgínia - mas sua existência neles até o
momento não foi confirmada.
O morcego marrom de pequeno porte (Myotis lucifugus) vem
sendo o mais prejudicado, mas as cinco demais espécies de
morcegos hibernantes do nordeste norte-americano também vêm
sendo afetadas, entre as quais o morcego de Indiana (Myotis
sodalis), um animal considerado como ameaçado de acordo com
a lista da União pela Conservação da Natureza.
"As pessoas trabalham sem descanso, em um esforço para
encontrar a resposta", diz Scott Darling, biólogo
especialista em fauna do Departamento de Fauna e Pesca do
Estado de Vermont. "Se não para salvar os morcegos de Nova
York e de Vermont, ao menos para impedir que os morcegos do
Kentucky e do Tennessee contraiam a doença."
Cientistas descobrem colônias de raro coral negro na Itália
Cientistas italianos anunciaram a descoberta de colônias de um
raríssimo coral negro, nunca antes filmado e fotografado em
ambiente natural e visto pela última vez há mais de 60 anos.
Os pesquisadores do Instituto Superior para a Proteção e
Pesquisa Ambiental descobriram cinco colônias do coral
Antipathes dichotoma a cerca de 150 m de profundidade, no
Golfo de Lamezia, na Calábria (região no sul da Itália).
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A última
vez que a espécie tinha sido vista havia sido em 1946, no Golfo
de Nápoles. Na ocasião, os cinco exemplares descobertos foram
doados ao museu da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
A nova descoberta foi feita em junho de 2008, mas só agora os
pesquisadores conseguiram comprovar que os corais encontrados
eram mesmo da espécie Antipathes dichotoma. |
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Usando um robô submarino controlado pelos pesquisadores na
superfície, eles acharam as colônias fixadas a um paredão e
ao fundo rochoso, em uma área de rica vida marinha.
"As pesquisas continuam no local e vão ser muito importantes
para analisar a evolução ao longo do tempo da biodiversidade
daquele trecho do Mar Mediterrâneo", disse à BBC Brasil
Silvio Grego, pioneiro do projeto iniciado em 2005 e hoje
assessor do Meio Ambiente da região da Calábria.
"Temos que analisar ainda milhares de fotografias e
filmagens. Poderemos avaliar as respostas do ecossistema às
mudanças climáticas naturais e àquelas impostas pelo homem."
O estudo das imagens permitirá também saber mais sobre a
saúde das colônias do coral negro. Antes de encontrar as
colônias de Antipathes dichotoma, o robô localizou também
uma grande colônia, com cerca de trinta mil indivíduos, de
outro coral negro raro, o Antipathes subpinnata.
Alguns exemplares encontrados dessa espécie alcançam cerca
de um metro de altura.
A enorme colônia estava fincada entre os 50 m e os 110 m de
profundidade na costa da cidade de Scilla, na ponta da
Calábria.
A profundidade em que as colônias das duas espécies foram
encontradas ajuda a preservá-las de comerciantes que
abastecem, por exemplo, donos de aquários de recifes de
coral.
Também para garantir a proteção das espécies, os cientistas
mantêm em sigilo as coordenadas do local onde os corais
foram vistos.
Além disso, está prevista a criação de um novo parque
marinho na região, para garantir que a coleta predatória
seja ainda mais difícil.
Pesquisadores divulgam foto de raro guepardo africano
Com seus olhos refletindo o flash, um
macho extremamente raro de
guepardo-do-noroeste-africano fez disparar uma das
primeiras imagens dessa subespécie do Saara,
provenientes de armadilhas fotográficas na Argélia,
no fim do verão de 2008 da região.
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Divulgadas
em fevereiro, as fotografias representam o
primeiro passo para proteger os esquivos
guepardos, cujo número estima-se em 250 e
que estão listados como criticamente
ameaçados de extinção, segundo a União
Internacional para a Conservação da
Natureza.
Apesar de suspeitas de que a
culpa possa ser de um habitat reduzido e da
caça, ninguém sabe realmente por que a
subespécie está em perigo tão extremo - por
isso a pesquisa com a câmera é tão
importante, disse a pesquisadora Sarah
Durant, da Sociedade Zoológica de Londres,
que co-chefiou o projeto.
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"Não se sabia praticamente nada sobre
os guepardos na região", disse Durant, "até agora".
Mostrado rondando o Saara em 2008, esse felino é o
único guepardo-do-noroeste-africano capturado em
plena luz do dia durante a primeira pesquisa com
armadilhas fotográficas sobre a espécie na Argélia,
anunciaram os cientistas em 23 de fevereiro de 2009.
Animais de hábitos
tipicamente diurnos, os guepardos provavelmente
ficariam fora de circulação com as temperaturas de
38° C, disse a co-líder da pesquisa, Sarah Durant. O
calor e o terreno sem estradas também afetaram os
pesquisadores, que instalaram 40 armadilhas
fotográficas em uma região de 2,8 mil quilômetros
quadrados.
O resultado: 16
aparições de quatro guepardos-do-noroeste-africano.
Um guepardo-do-noroeste-africano macho espirra urina
em uma árvore para marcar território durante a
pesquisa com câmera de 2008.
Os cientistas
esperam protelar a extinção dos 250 guepardos da
subespécie. Mas primeiro eles precisam de dados
concretos - e essas fotos são primeiros passos
surpreendentes, disse a co-líder da pesquisa, Sarah
Durant.
"Não tínhamos
certeza se conseguiríamos quaisquer fotos", disse
ela. "Conseguir tantas imagens extraordinárias foi
simplesmente incrível".
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