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Pesquisadores alertam para aumento de mercúrio no oceano

Os níveis de mercúrio no Oceano Pacífico estão subindo, de acordo com os resultados de um novo estudo. A alta pode significar que mais metilmercúrio, uma neurotoxina humana formada quando o mercúrio é metilado por micróbios, se acumule em peixes marinhos como o atum.

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A pesquisa surge em um momento no qual cientistas e autoridades, que até agora se preocupavam mais com a concentração atmosférica do elemento, estão começando a busca por um quadro mais amplo quanto ao ciclo do mercúrio. As diretrizes do governo norte-americano quanto ao teor aceitável de metilmercúrio em peixes estão sob revisão.

Não se sabe ainda ao certo exatamente de que maneira o mercúrio atmosférico - quer lançado diretamente no oceano, quer transportado pelos rios ou depósitos costeiros - é metilado e por fim absorvido pelos peixes, que representam uma das fontes primárias de exposição humana ao metilmercúrcio. Mas novos dados, recolhidos por Elsie Sunderland, bióloga da Universidade Harvard, e seus colegas também propõem um possível mecanismo para a metilação de mercúrio no oceano.


Atualização oceânica
Os pesquisadores recolheram amostras na parte leste do Pacífico Norte, uma área que também havia sido monitorada em cruzeiros de pesquisa conduzidos por cientistas norte-americanos em 1987 e 2002. Eles estimaram que o mercúrio metilado responde por até 29% de todo o mercúrio contido sob as águas do oceano, com menores concentrações presentes em massas de água mais profundas. Os modelos de computador desenvolvidos pelo grupo indicam que a deposição atmosférica de mercúrio poderia, até 2050, conduzir a uma duplicação das concentrações totais de mercúrio no oceano, ante os níveis existentes em 1999.

A equipe de Sunderland também encontrou uma relação entre os níveis de mercúrio metilado e carbono orgânico. Partículas de carbono orgânico, originado de fitoplâncton ou outras fontes, podem oferecer superfícies sobre as quais os micróbios seriam capazes de metilar mercúrio no oceano, sugerem os pesquisadores. O mercúrio metilado seria posteriormente liberado na água.

"Não temos ainda um mecanismo causal para o fenômeno, mas ele parece estar vinculado ao bombeamento biológico do oceano", diz Sunderland. Resultados anteriores de observações conduzidas no Pacífico Sul e na região equatorial do mesmo oceano, ela acrescenta, localizaram concentrações semelhantemente altas de metilmercúrio nos locais onde a atividade biológica era mais elevada. A conexão tem implicações para a mudança do clima e para o ciclo do mercúrio. Oceanos mais quentes e mais produtivos, com mais fitoplâncton e mais peixes, poderiam elevar o volume de mercúrio metilado que termina nos pratos humanos.

Os pesquisadores também propuseram a hipótese de que as águas do oeste do Pacífico podem estar recebendo mercúrio depositado devido à elevação das emissões atmosféricas da Ásia, e de lá se deslocando para o nordeste do Pacífico. O oceano agora só pode estar respondendo a cargas de mercúrio mais elevadas geradas por deposição atmosférica passada, diz Sunderland. Daniel Cossa, do Instituto Francês de Exploração e Pesquisa Marítima (Ifremer), em La Seyne-sur-Mer, e seus colegas recolheram dados sobre mercúrio no Mar Mediterrâneo, para artigo a ser publicado em maio pela revista Limnology and Oceanography.

Os dois estudos indicam que nem todo o mercúrio metilado vem diretamente de fontes costeiras ou fluviais, e confirmam que ocorre metilação em profundidades moderadas nas águas oceânicas, de acordo com Nicola Pirrone, co-autor do estudo dirigido por Cossa e diretor do Instituto de Poluição Atmosférica do Conselho Nacional de Pesquisa italiano, em Rende.

Controvérsia natural
"O oceano é uma grande lacuna" no ciclo do mercúrio, diz Pirrone, que também comandou a avaliação científica sobre o mercúrio conduzida no ano passado pelo Programa Ambiental das Nações Unidas.

Robie Macdonald, especialista em mercúrio em águas árticas no departamento oceânico e de pesca do Canadá, diz que embora o mercúrio na atmosfera tenha se elevado em cerca de 400% nos últimos 100 a 150 anos, as concentrações parecem ter aumentado em apenas 30% nos oceanos. "Nós estivemos tão ocupados observando a atmosfera que não nos preocupamos com o oceano", ele diz. "Ambos os estudos são realmente importantes, no que tange a chamar a atenção da comunidade científica quanto aos efeitos e riscos do mercúrio".

Quaisquer medidas de controle do metilmercúrio, porém, precisam levar em conta que volume vem de fontes naturais inevitáveis e que volume é gerado por fontes antropogênicas como a combustão de combustíveis fósseis, aponta Pirrone.

E continua a haver controvérsia quanto a isso. A falta de dados quanto às alterações no nível de metilmercúrio em peixes, e quanto às origens naturais ou antropogênicas do composto, levou um tribunal da Califórnia a decidir em março de 2009 que as empresas que produzem atum em lata não precisam informar em suas embalagens sobre o teor de metilmercúrio em seus produtos. A Food and Drug Administration (FDA, agência federal norte-americana que regulamenta alimentos e remédios) está avaliando suas normas quanto ao risco de consumo de metilmercúrio em peixes.


 

 

Cientistas descobrem formiga que se reproduz sem Patologia

Cientistas americanos descobriram na Amazônia uma espécie de formiga que vive e se reproduz sem Patologia, além de apresentar apenas fêmeas entre seus exemplares.
Trata-se da "Mycocepurus smithii", primeira espécie identificada pelos biólogos com a capacidade de se reproduzir sem nenhum tipo de relação sexual e de se clonar de maneira natural.

A descoberta foi publicada na revista "Proceedings of the Royal Society B". Segundo o artigo, as formigas dessa espécie vivem entre fungos que também se reproduzem assexuadamente e são capazes de gerar descendentes geneticamente idênticos.

A equipe de pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, identificou o DNA destas formigas e comprovou que todas eram clones da rainha.

Na análise destes animais, os cientistas comprovaram que uma parte essencial de seu sistema reprodutivo está deteriorada e inabilitada para reprodução.

A bióloga Anna Himler, que liderou a equipe de pesquisa, destacou que a reprodução assexuada de machos a partir de ovos não fecundados é um aspecto normal da reprodução de alguns insetos. No entanto, disse que a reprodução assexuada de fêmeas é "extremamente rara" em formigas.

"Em insetos sociais, há vários tipos diferentes de reprodução, mas esta espécie desenvolveu sua maneira própria e pouco habitual".

A pesquisa, no entanto, não determina as razões pelas quais a espécie evoluiu desta forma, nem quando começou o processo.

Segundo Himler, a descoberta foi feita por acaso. O objetivo inicial da pesquisa era observar a capacidade desses animais para cultivar colheitas.

"As formigas descobriram a agricultura muito antes que nós.

Cultivavam hortas de fungos há 80 milhões de anos", explicou.

"Quando começamos a estudar esta espécie mais de perto, nos demos conta que não havia machos. A partir daí, passamos a olhar a estas formigas de outra maneira", disse.

 

Pesca pode extinguir o atum azul em três anos, diz WWF

A pesca desenfreada pode eliminar dentro de três anos a população de atum azul em idade de procriação no Atlântico, disse nesta terça-feira a entidade ambientalista WWF. A ONG afirmou que só uma dramática redução da pesca poderá salvar esse peixe, um dos maiores e mais rápidos predadores do oceano.
 

Na véspera do início da temporada de pesca no Mediterrâneo, que dura dois meses, a WWF disse que, no atual ritmo, suas análises demonstraram que os atuns azuis com 4 anos de idade ou mais, a idade da desova, irão desaparecer até 2012.

"Há anos as pessoas se perguntam quando irá ocorrer o colapso dessa atividade pesqueira, e agora temos a resposta", disse Sergi Tudela, diretor de Atividades Pesqueiras da WWF Mediterrâneo. O peixe, que pode alcançar mais de meia tonelada e é mais rápido do que um carro esporte, é muito usado em sushis.



A demanda japonesa provocou uma explosão no tamanho da frota pesqueira do Mediterrâneo na última década, e muitos desses barcos usam ilegalmente aviões para localizar cardumes.

"O atum azul do Mediterrâneo está acabando enquanto falamos, e mesmo assim a pesca vai começar novamente amanhã, de forma normal. É absurdo e indesculpável abrir uma temporada de pesca quando os estoques da espécie-alvo estão acabando", acrescentou Tudela.

Grupos ambientalistas condenaram um acordo assinado em novembro por vários governos, especialmente europeus, para estabelecer quotas de pesca do atual azul. O grupo considera as quotas "um desastre" e "uma desgraça", e diz que os países novamente preferiram ignorar seus próprios cientistas, já que as quotas são 47% superiores ao que foi recomendado.

O atum azul - cuja carne vermelha chegou a alimentar os exércitos romanos, na forma de peixe seco - também é alvo da pesca ilegal. Cada vez mais restaurantes e supermercados têm boicotado a venda do atum azul.

De acordo com o WWF, dados oficiais mostram que o tamanho médio dos atuns adultos caiu a menos da metade desde a década de 1990, e que isso teve um impacto ainda maior sobre a espécie, pois peixes maiores produzem mais crias. A WWF e outras ONGs dizem que o atum azul só será salvo se a pesca parar completamente nos meses de maio e junho, quando o peixe atravessa o estreito de Gibraltar e se espalha pelo Mediterrâneo.
 

 

Descoberta grande colônia de orangotangos na Indonésia

 

Foi descoberta na Indonésia uma grande colônia de orangotangos, um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo.

Cientistas dizem que o grupo de símios descoberto em uma parte remota da ilha de Bornéo tem entre mil e dois mil indivíduos.
 

A existência da colônia foi comunicada aos cientistas por moradores locais.

"Os reclusos primatas de pêlo vermelho foram descobertos em uma região montanhosa e inacessível", disse Erik Meijaard, um dos responsáveis pela descoberta.

Refúgio
A viagem para a região demorou 10 horas de carro, outras cinco de barco e duas horas de caminhada.


A equipe descobriu cerca de 200 ninhos em um raio de poucos quilômetros e viu três orangotangos de perto, a mãe com seu bebê e um grande macho, que lhes atirou galhos de árvore.

O cientistas dizem que é possível que a colônia descoberta seja uma espécie de "campo de refugiados", abrigando macacos fugitivos de outras regiões.

Calcula-se que existam ainda cerca de 50 mil orangotangos vivendo livres nas florestas tropicais da Indonésia e Malásia.

Mas a área que lhes serve de habitat vem diminuindo, dando lugar a plantações.

Os cientistas indonésios trabalham agora com grupos locais para proteger a área.

 

Rã descoberta no Peru mede cerca de 1 centímetro

Uma nova espécie de rã foi encontrada no Parque Nacional Manu, perto de Cuzco, no sudeste do Peru. A descoberta foi anunciada pelo Instituto de Pesquisa e Museu de História Natural de Dresden. As informações são da agência AFP.
 

A espécie foi batizada de Noblella pygmaea e é a menor encontrada nos Andes, com cerca de 1 cm de comprimento. A rã é um dos menores vertebrados já encontrados acima de 3 mil metros de altitude e vive em ambientes úmidos, mas terrestres.

Edgar Lehr do Museu de História Natural de Dresden, na Alemanha, e Alessandro Catenazzi da Universidade da Califórnia, em Berkeley, afirmam que a Noblella pygmaea é apenas um dos muitos anfíbios ainda desconhecidos que vivem em zona montanhosa dos Andes.



 

 

Lugares em extinção Patrimônios que correm o risco de desaparecer

Tuvalu
Composto por nove pequenas ilhas do Pacífico, o país pode se orgulhar de sua beleza, mas não da altitude de seus planaltos: o ponto culminante de Tuvalu fica meros 4 metros acima do nível do mar. Nos próximos 50 anos, o oceano deve subir 1 metro, o que deixará a maior parte do território tuvaluano submerso. A água salgada já está invadindo vilas e fazendo com que a população fuja para a Nova Zelândia.



Glacier National Park
Com geleiras de mais de 3,5 quilômetros de altura, o Glacier National Park, no estado americano de Montana, poderá ser obrigado a mudar de nome em breve. A ameaça vem do aquecimento global: no século 19, a área tinha 150 glaciares, que começaram a derreter lentamente ainda na década de 1850. Atualmente, apenas 27 deles resistem. A estimativa otimista é de que todos desapareçam até 2030. Foto: Ken Thomas

 


 

Grande Barreira de Corais
Principal refúgio mundial da biodiversidade marinha, a Grande Barreira de Corais da Austrália tem um ecossistema delicado, que pode não resistir ao aquecimento global. Diante de temperaturas altas, os corais se fecham. Ao fazer isso, acabam desalojando as algas que vivem dentro deles e são responsáveis por seus pigmentos. Em vez de verde ou amarelo, partes da Barreira estão ficando brancas. Foto: Alex Robinson




 

 

Cientistas desvendam mistério de luz verde em mares tropicais

Pesquisadores nos Estados Unidos desvendaram alguns dos mistérios em torno das luzes verdes que alguns marinheiros viam com frequência sob a superfície do mar, em regiões próximas aos trópicos. Segundo especialistas do Instituto de Oceanografia Scripps, da Universidade da Califórnia, em San Diego, animais invertebrados da espécie Odontosyllis phosphoreaemitem uma luz verde para atrair parceiros em um ritual submarino para o acasalamento, e também como defesa.
 

Luz verde vem da fêmea de uma espécie de invertebrado marinho, que "acende" durante o ritual de acasalamento

O verme vive em áreas costeiras nas regiões tropicais e subtropicais e, durante o verão, as fêmeas secretam um muco luminoso antes de liberar óvulos. A luz atrai os machos, que também liberam seus gametas na nuvem esverdeada.





O ritual, de acordo com os pesquisadores, ocorre regularmente no sul da Califórnia, Caribe e Japão, atingindo seu auge um ou dois dias antes de determinadas fases da lua, de 30 a 40 minutos depois do crepúsculo, e dura de 20 a 30 minutos.

Proteína Os pesquisadores Dimitri Deheyn e Michael Latz recolheram centenas de exemplares do animal em Mission Bay, em San Diego, para o seu estudo. Através de experiências de laboratório, eles descobriram que os animais mais jovens também produzem flashes de luz. Deheyn e Latz concluíram que luz pode funcionar ainda como um mecanismo para distrair predadores.

Ambos testaram ainda a produção de luz em diferentes temperaturas e concentrações de oxigênio. Em artigo divulgado na revista Invertebrate Biology, Deheyn e Latz disseram que estão mais perto de identificar a base molecular da luz produzida pelos animais marinhos.

"Este é mais um passo para o entendimento da biologia da bioluminescência em vermes e também torna mais próximo o isolamento da proteína que produz a luz", disse Deheyn. "Se nós entendermos como é possível manter a luz estável por tanto tempo, haverá oportunidades para usar esta proteína ou reação na medicina, bioengenharia e outros campos - da mesma forma que outras proteínas vem sendo usadas." Seu colega, Latz, disse que ambos se inspiraram no trabalho de pioneiros como Osamu Shimomura, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2008, por sua descoberta da proteína fluorescente do sistema de luminescência de águas vivas.

 

Brasileiros falam sobre expedição à nascente do Amazonas

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Paulo Roberto Martini e Oton Barros participarão de palestra nesta quarta-feira para falar sobre a expedição à nascente do Rio Amazonas, realizada em 2007, quando descobriram que este é o mais extenso do mundo. A palestra, aberta ao público, é parte do Projeto Ciência às Seis e Meia da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC-RJ) em parceria com o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).
 

Serão apresentadas fotos locais e orbitais da viagem. A jornalista Paula Saldanha, que organizou e liderou a expedição, também estará presente. Com a descoberta das novas nascentes na região do Alto Ucayalli, no Peru, o Rio Amazonas passa a ter 6.992 quilômetros de extensão. O Rio Nilo, na África, que já foi considerado o mais extenso do planeta, tem 140 quilômetros a menos, ou seja, é 2% menor que o Amazonas.

O engenheiro Paulo Roberto Martini explicou que o objetivo da palestra é divulgar para o grande público a nova metodologia utilizada para redefinir o comprimento do rio e as contribuições da expedição para o avanço da ciência no Brasil.


"Combinamos imagens de satélites mais precisas com sistemas de informações geográficas por computador. Esse é um método novo cujo mérito principal é que ele pode ser utilizado para medir qualquer rio do planeta. O que pretendemos agora é divulgar isso para estudantes e para o público em geral".

Ele explicou que no caso do Rio Amazonas é praticamente impossível fazer medidas corretas, nas regiões das montanhas, com métodos cartográficos mais convencionais, que dependem muito da situação de navegabilidade do rio. "Por isso, as imagens de satélite fazem toda a diferença".

A expedição contou também com pesquisadores do Instituto Geográfico Militar do Peru, da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A palestra está marcada para começar às 18h30, no Auditório Ministro João Alberto Lins de Barros, no CBPF, Rua Lauro Muller 45, em Botafogo, zona sul do Rio.

 

 

Símbolo da poluição, desastre é analisado 20 anos depois

Quando as pessoas pensam em grandes derramamentos de petróleo, pensam no Exxon Valdez. Vinte anos atrás, o grande petroleiro derramou sua carga na costa do Alasca, e as imagens das aves marinhas cobertas de petróleo chegaram aos noticiários em um período no qual a conscientização ambiental começava a avançar rapidamente nos Estados Unidos.

O acidente se tornou um marco nas ações dos grupos ecológicos e dos legisladores, mas também resultou em centenas de estudos científicos que avaliaram as implicações do desastre para os moradores locais e o ecossistema, os métodos de correção dos problemas causados e as práticas de reação a derramamentos de petróleo. Nós decidimos rememorar o desastre e avaliar qual é a situação quanto a tudo isso, hoje.
 

O que aconteceu?
Pouco depois da meia-noite, em 24 de março de 1989, o petroleiro Exxon Valdez encalhou em um recife no Estreito Prince William, no Golfo do Alasca. A despeito do clima calmo nos dias que se seguiram, os esforços de limpeza não foram bem organizados, e uma tempestade em 27 de março ajudou a espalhar petróleo cru pesado por cerca de dois mil quilômetros de costa, em uma mancha que se expandiu por centenas de quilômetros.

Os cerca de 40 milhões de litros de petróleo que foram derramados do Exxon Valdez podem não parecer muita coisa se comparados a derramamentos anteriores, como o do Amoco Cadiz, ao largo da costa francesa, em 1978, com 260 milhões de litros, ou o do Prestige, ao largo da Espanha, com 76 milhões de litros.

Mas o volume de petróleo derramado não é tudo. A combinação entre a localização do derramamento - as águas relativamente frias e intocadas da costa sub-ártica do Alasca - e do momento do acidente - o ecossistema estava se preparando para a primavera - tornaram o problema especialmente devastador.


Quais foram os efeitos do derramamento, e qual é a situação atual do ecossistema?
Dez anos depois do derramamento, os ecologistas estimavam que entre 100 mil e 700 mil aves houvesse morrido devido à exposição ao petróleo, com base em uma extrapolação do número de carcaças manchadas de óleo recolhidas em praias e na água.

Embora muitas das espécies atingidas já tenham recuperado aos níveis anteriores ao derramamento, ou estejam progredindo bem apesar disso, duas delas não conseguiram se recuperar: os guillemots, uma espécie de pombo, e o arenque do Pacífico.

Em 31 de dezembro de 2008, o Conselho do Fundo de Reparação do Exxon Valdez submeteu um plano de recomendação para os arenques, peixes economicamente importantes na região atingida.

Mas alguns interessados argumentam que pode ser que a mancha de petróleo não tenha sido responsável pelos problemas que o setor de pesca de arenques está enfrentando. O excesso de exploração ou outras alterações no ecossistema, como presença mais acentuada de doenças ou um declínio nas fontes de alimentos disponíveis para esse tipo de peixe, podem ter contribuído.

O que foi feito para limpar as praias e remover o petróleo das águas? O trabalho de limpeza foi especialmente difícil porque a mancha estava localizada em uma região muito remota. A Guarda Costeira dos Estados Unidos e outras agências de resposta testaram toda forma de rede disponível para conter o petróleo, bem como agentes químicos de dispersão.

Voluntários conseguiram recolher e limpar aves, lontras e outros animais atingidos pelo petróleo. Algumas formas de uso experimental de micróbios no Estreito Prince William levaram os cientistas a desenvolver métodos altamente inovadores de correção biológica, com a criação específica de variantes de micróbios da espécie Pseudomonas aeruginosa, que conseguem romper as moléculas de petróleo e dispersá-lo no local.

A Exxon Mobil investiu mais de US$ 2 bilhões para financiar alguns desses esforços, e desembolsou outros US$ 900 milhões em indenizações pessoais, ao Estado do Alasca e para constituir o Fundo de Reparação do Exxon Valdez, que financia pesquisas sobre os impactos do derramamento.

Quanto tempo vai demorar para que o petróleo desapareça totalmente?
O petróleo do Exxon Valdez que chegou a regiões costeiras ativas, nas quais a ação das ondas ou de micróbios pode romper suas moléculas, desapareceu bem rápido. Mas ainda são encontradas poças de petróleo cru do Exxon Valdez em certas áreas, e restam bolsões de petróleo ainda não degradado logo abaixo da superfície, em algumas praias.

Isso alimentou o debate corrente sobre a possibilidade de que lontras marinhas que estejam procurando alimentos em uma praia possam ainda estar expostas ao petróleo do Exxon Valdez. Os consultores da Exxon dizem que as lontras marinhas e outros animais não estão em risco de exposição em níveis tóxicos, agora, e que processos naturais terminarão por isolar qualquer petróleo remanescente nos níveis que ainda persistam.

O desastre resultou em alguma coisa boa?
A região do Estreito Prince William já havia sofrido o impacto de um século de mineração de cobre, prospecção de petróleo e pesca comercial.

Um desafio que os pesquisadores tiveram de enfrentar foi aprender a distinguir entre os traços de degradação relacionados ao petróleo do derramamento e outros sinais das atividades humanas conduzidas no local em décadas precedentes.

Em resposta às disputas judiciais quanto às questões de responsabilidade pela limpeza, os cientistas desenvolveram métodos muito mais precisos de identificação de hidrocarbonetos petroleiros. Agora, laboratórios de análise que operam sob contrato são capazes de obter identificação "infalível" quanto à proveniência de uma mancha de petróleo, diz Chris Reddy, do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, Massachusetts.

Incentivada pelas dificuldades que encontrou para combater o derramamento de petróleo, a Guarda Costeira dos Estados Unidos também simplificou suas linhas de comando e retreinou suas equipes de limpeza de modo a capacitá-las a enfrentar manchas de petróleo.

O Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei da Poluição por Petróleo, em 1990, que determinava a responsabilidade por danos fiscais e pelo trabalho de limpeza.

A maior parte dos derramamentos acontecia devido ao uso de navios de casco simples, comenta Dennis Nixon, professor de Direito Ambiental na Universidade de Rhode Island, em Kingston. O Exxon Valdez, um navio de casco simples que foi reparado depois do incidente, vendido e rebatizado Mediterranean, na verdade continua em serviço no leste da Ásia.

Hoje, petroleiros de casco único estão proibidos de utilizar os portos dos Estados Unidos, enquanto países como França e Espanha não permitem que eles se aproximem a menos de 320 quilômetros de suas costas.

E quanto ao povo do Alasca?
O Conselho do Fundo de Reparação do Exxon Valdez continua a classificar os "serviços humanos" ¿ tais como pesca, recreação e uso de subsistência - como "em recuperação", até que os recursos dos quais eles dependem retornem ao normal.

E em 2008, uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos reduziu dramaticamente o montante a ser pago aos moradores locais como indenização punitiva, de US$ 2,5 bilhões para US$ 507,5 milhões, classificando a indenização inicial como excessiva nos termos da lei marítima. A Exxon Mobil já começou a pagar essas indenizações.

 

 

Mar de Nova York subirá o dobro que no resto dos EUA

O nível do mar ao redor da cidade de Nova York e de boa parte do nordeste americano vai subir duas vezes mais do que em outras partes dos Estados Unidos ainda neste século, de acordo com novos modelos climáticos. Causado por mudanças na circulação oceânica, o rápido aumento do nível do mar vai representar um maior risco de furacões e súbitas tempestades de inverno, segundo pesquisadores.
 

"Algumas partes da baixa Manhattan estão apenas 1,5 metro acima do nível do mar", disse o principal autor do estudo Jianjun Yin, que faz modelagens climáticas na Universidade Estadual da Flórida. "Uma elevação de 20 centímetros seria uma ameaça a essa região."
 



No entanto, o mar que banha áreas de Nova York, Boston e Washington, D.C., vai subir entre 36 e 51 cm até 2100, de acordo com o estudo publicado no periódico online Nature Geoscience. Outras cidades dos EUA, como Miami e São Francisco, têm previsão de um aumento do nível do mar de apenas metade desses valores.

Uma corrente do Golfo mais fraca?
A razão para o mar do nordeste americano subir desproporcionalmente está nas forças que geram a corrente do Golfo no Atlântico Norte, que, segundo projeções, irão enfraquecer nas próximas décadas.

Novos modelos climáticos prevêem que o aquecimento global vai reduzir a descida da água fria que movimenta a corrente do Golfo. Como resultado, o fundo do oceano vai começar a esquentar no Atlântico Norte, disse Yin. Com o aquecimento da água ao redor da corrente, há uma expansão de seu volume, contribuindo para o aumento do nível do mar já causado por fatores globais como o derretimento de calotas polares e icebergs, relata o estudo.

Um Ártico sem gelo até 2100?
Além desses fatores globais, há um oceano Ártico que parece estar derretendo rapidamente, disse Julien Boe, pesquisador pós-doutorando da Universidade da Califórnia em Los Angeles, em outro estudo climático na Nature Geoscience.

Após comparar uma série de modelos com observações empíricas, sua equipe prevê que o oceano Ártico não terá gelo nos meses de setembro até o final deste século. Esses estudos são vitais, dizem especialistas, porque oferecem aos cientistas uma idéia mais precisa de como diferentes regiões podem se preparar para potenciais perdas relacionadas ao aquecimento global.

"Em ambos os artigos", disse Boe por e-mail, "o objetivo é avançar nas projeções de aspectos importantes da mudança do clima regional".
 

 

Aquecimento obriga Itália e Suíça a reverem fronteira

Os Parlamentos da Itália e da Suíça devem votar uma nova lei que prevê a revisão da fronteira entre os dois países na região dos Alpes - a qual, segundo especialistas, sofreu mudanças devido ao aquecimento global. Uma comissão formada por técnicos italianos e suíços verificou a redução das geleiras na cordilheira europeia e revelou que ela é tão ampla que seria necessário rever a área limítrofe entre os dois países, definida em 1941.

A atual fronteira envolve zonas de planície e de altas montanhas, cobertas de gelo, onde a fronteira foi definida pela crista da geleira e por onde escorre a água de degelo. Entretanto, em alguns pontos, o gelo já teria desaparecido e "a linha do cume da geleira nem sempre coincide com a da rocha que está por baixo", disse o deputado italiano Franco Narducci, membro da comissão de assuntos internacionais da Câmara dos Deputados e relator da lei no país.

"Com a mudança climática e a diminuição das geleiras, que pode ser vista a olho nu em muitas zonas, é preciso retomar as medições, que, desta vez, serão feitas com o uso de aviões. Estabeleceu-se que onde não há mais geleira, a nova linha de demarcação será o da rocha."

De acordo com os especialistas, por causa da diminuição das geleiras, vai ser necessário acabar com o conceito de fronteira fixa e introduzir o de fronteira flexível, que muda com a redução das geleiras. "Ter que fixar novas fronteiras representa um alarme sobre o que está ocorrendo nos Alpes do ponto de vista climático e de impacto ambiental", avalia Narducci.

A aprovação das leis na Suíça e na Itália para mudar a fronteira é considerada uma formalidade. Os dois países já estão de acordo e trocaram protocolos a respeito. O projeto de lei apresentado ao Parlamento italiano pelo ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini, deve ser votado em abril.

 

 

 

Cavernas mais quentes podem salvar populações de morcegos

A doença foi identificada com base em um fungo esbranquiçado que cresce nas asas e focinhos dos morcegos

Pesquisadores têm a esperança de que o uso de caixas aquecidas como abrigos para morcegos possam reduzir o número de animais que morrem da síndrome do nariz branco - um problema de saúde que vem dizimando as populações de morcegos em hibernação por toda a região nordeste dos Estados Unidos.

Até meio milhão de morcegos podem ter morrido dessa doença mal compreendida desde que ela foi descoberta no Estado de Nova York, em 2006. Porque corpos de morcegos emaciados eram muitas vezes encontrados espalhados na entrada das cavernas atingidas, alguns cientistas desenvolveram a hipótese de que os morcegos estivessem morrendo de fome durante a hibernação.



Agora, uma dupla de ecologistas criou um modelo matemático que sugere que os padrões de hibernação dos morcegos estão sendo alterados, o que os força a queimar suas reservas de gordura a fim de se manterem aquecidos. Além disso, eles propõem instalar abrigos aquecidos dentro das cavernas afetadas a fim de acomodar os morcegos, o que permitiria que eles conservassem energia e sobrevivessem.

"A síndrome do nariz branco parece ser uma questão de balanço de energia", disse Justin Boyles, aluno de doutorado no Centro Norte-Americano de Pesquisa e Conservação de Morcegos, na Universidade Estadual de Indiana, em Terre Haute. "Caso a idéia do aquecedor venha a funcionar, isso seria uma maneira importante de evitar a fome e elevar o índice de sobrevivência, preservando as populações de morcegos remanescentes até que possamos obter uma cura, qualquer que venha a ser." Boyles e seu co-autor, Craig Willis, biólogo da Universidade de Winnipeg, no Canadá, desenvolveram um modelo matemático que reproduz os padrões de mortalidade (que atingem entre 75% e 80%) da síndrome do morcego de nariz branco no Estado de Nova York. Eles reduziram a duração dos períodos de torpor dos morcegos de 800 para 200 horas, e ampliaram a duração de seus períodos despertos de três para 18 horas, no modelo.

Na simulação, os morcegos acordaram 24 vezes durante o inverno, ao invés de seis, passaram tempo demais fora da hibernação e consumiram suas reservas de gordura. Mas quando os autores modelaram os efeitos de acrescentar caixas aquecidas para que os morcegos se abrigassem durante seus períodos despertos, apenas cerca de 8% dos animais simulados pelo modelo morreram.

"A idéia se baseia em um fenômeno existente, que os morcegos são conhecidos por aproveitar", disse David Blehert, diretor de microbiologia diagnóstica no Centro Nacional de Saúde da Fauna, parte do Serviço de Levantamento Geológico dos Estados Unidos, em Madison, Wisconsin. "Caso eles aprendam como usar (as caixas), isso pode ser uma maneira de preservar suas reservas de gordura e de lhes dar uma chance de sobreviver". Boyles e Willis estão se preparando para testar sua idéia em uma série de cavernas de morcegos ¿até agora não atingidas pela doença- na província de Manitoba, Canadá, usando caixas isoladas contendo aquecedores, acionados por baterias recarregáveis por meio de painéis solares. "Trata-se de uma idéia pouco ortodoxa, mas a doença é um problema sério o bastante para que idéias heterodoxas se tornem necessárias", afirma Boyles.

O ataque dos fungos
A doença é conhecida como síndrome do nariz branco porque, quando descoberta, ela foi identificada com base em um fungo esbranquiçado que cresce nas asas e focinhos dos morcegos atingidos. Depois, em outubro de 2008, Blehert e seus colegas reportaram sucesso em isolar uma espécie até então desconhecida de fungo Geomyces, que cresce tanto mais quanto menores forem as temperaturas.

Ainda que não tenham conseguido demonstrar até o momento que o fungo causa a síndrome do nariz branco, experiências para testar a hipótese estão em curso, e ela continua a ser a mais provável explicação para o problema, de acordo com Blehert.

A síndrome do nariz branca já se espalhou a mais de 450 locais em sete Estados do nordeste dos Estados Unidos, de Vermont à Virgínia Ocidental, de acordo com Susi van Oettingen, bióloga do Serviço Nacional de Fauna e Pesca dos Estados Unidos e especialista em espécies ameaçadas. Indícios da doença foram encontrados em dois outros Estados - New Hampshire e Virgínia - mas sua existência neles até o momento não foi confirmada.

O morcego marrom de pequeno porte (Myotis lucifugus) vem sendo o mais prejudicado, mas as cinco demais espécies de morcegos hibernantes do nordeste norte-americano também vêm sendo afetadas, entre as quais o morcego de Indiana (Myotis sodalis), um animal considerado como ameaçado de acordo com a lista da União pela Conservação da Natureza.

"As pessoas trabalham sem descanso, em um esforço para encontrar a resposta", diz Scott Darling, biólogo especialista em fauna do Departamento de Fauna e Pesca do Estado de Vermont. "Se não para salvar os morcegos de Nova York e de Vermont, ao menos para impedir que os morcegos do Kentucky e do Tennessee contraiam a doença."

 

 

 

Cientistas descobrem colônias de raro coral negro na Itália

 

Cientistas italianos anunciaram a descoberta de colônias de um raríssimo coral negro, nunca antes filmado e fotografado em ambiente natural e visto pela última vez há mais de 60 anos.

Os pesquisadores do Instituto Superior para a Proteção e Pesquisa Ambiental descobriram cinco colônias do coral Antipathes dichotoma a cerca de 150 m de profundidade, no Golfo de Lamezia, na Calábria (região no sul da Itália).
 

A última vez que a espécie tinha sido vista havia sido em 1946, no Golfo de Nápoles. Na ocasião, os cinco exemplares descobertos foram doados ao museu da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A nova descoberta foi feita em junho de 2008, mas só agora os pesquisadores conseguiram comprovar que os corais encontrados eram mesmo da espécie Antipathes dichotoma.




Usando um robô submarino controlado pelos pesquisadores na superfície, eles acharam as colônias fixadas a um paredão e ao fundo rochoso, em uma área de rica vida marinha.

"As pesquisas continuam no local e vão ser muito importantes para analisar a evolução ao longo do tempo da biodiversidade daquele trecho do Mar Mediterrâneo", disse à BBC Brasil Silvio Grego, pioneiro do projeto iniciado em 2005 e hoje assessor do Meio Ambiente da região da Calábria.

"Temos que analisar ainda milhares de fotografias e filmagens. Poderemos avaliar as respostas do ecossistema às mudanças climáticas naturais e àquelas impostas pelo homem."

O estudo das imagens permitirá também saber mais sobre a saúde das colônias do coral negro. Antes de encontrar as colônias de Antipathes dichotoma, o robô localizou também uma grande colônia, com cerca de trinta mil indivíduos, de outro coral negro raro, o Antipathes subpinnata.

Alguns exemplares encontrados dessa espécie alcançam cerca de um metro de altura.

A enorme colônia estava fincada entre os 50 m e os 110 m de profundidade na costa da cidade de Scilla, na ponta da Calábria.

A profundidade em que as colônias das duas espécies foram encontradas ajuda a preservá-las de comerciantes que abastecem, por exemplo, donos de aquários de recifes de coral.

Também para garantir a proteção das espécies, os cientistas mantêm em sigilo as coordenadas do local onde os corais foram vistos.

Além disso, está prevista a criação de um novo parque marinho na região, para garantir que a coleta predatória seja ainda mais difícil.

 

Pesquisadores divulgam foto de raro guepardo africano

 

Com seus olhos refletindo o flash, um macho extremamente raro de guepardo-do-noroeste-africano fez disparar uma das primeiras imagens dessa subespécie do Saara, provenientes de armadilhas fotográficas na Argélia, no fim do verão de 2008 da região.

Divulgadas em fevereiro, as fotografias representam o primeiro passo para proteger os esquivos guepardos, cujo número estima-se em 250 e que estão listados como criticamente ameaçados de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.

Apesar de suspeitas de que a culpa possa ser de um habitat reduzido e da caça, ninguém sabe realmente por que a subespécie está em perigo tão extremo - por isso a pesquisa com a câmera é tão importante, disse a pesquisadora Sarah Durant, da Sociedade Zoológica de Londres, que co-chefiou o projeto.

 

"Não se sabia praticamente nada sobre os guepardos na região", disse Durant, "até agora". Mostrado rondando o Saara em 2008, esse felino é o único guepardo-do-noroeste-africano capturado em plena luz do dia durante a primeira pesquisa com armadilhas fotográficas sobre a espécie na Argélia, anunciaram os cientistas em 23 de fevereiro de 2009.

Animais de hábitos tipicamente diurnos, os guepardos provavelmente ficariam fora de circulação com as temperaturas de 38° C, disse a co-líder da pesquisa, Sarah Durant. O calor e o terreno sem estradas também afetaram os pesquisadores, que instalaram 40 armadilhas fotográficas em uma região de 2,8 mil quilômetros quadrados.

O resultado: 16 aparições de quatro guepardos-do-noroeste-africano. Um guepardo-do-noroeste-africano macho espirra urina em uma árvore para marcar território durante a pesquisa com câmera de 2008.

Os cientistas esperam protelar a extinção dos 250 guepardos da subespécie. Mas primeiro eles precisam de dados concretos - e essas fotos são primeiros passos surpreendentes, disse a co-líder da pesquisa, Sarah Durant.

"Não tínhamos certeza se conseguiríamos quaisquer fotos", disse ela. "Conseguir tantas imagens extraordinárias foi simplesmente incrível".

 

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