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Seul tenta conter derramamento de
mais de 10 mil toneladas de petróleo
A
Coréia do Sul tenta conter o vazamento de mais de 10 mil toneladas de petróleo
no oeste do país, ocorrido depois da colisão entre um petroleiro de Hong Kong e
um cargueiro sul-coreano, no pior acidente ambiental do país.

As autoridades sul-coreanas iniciaram uma operação para prevenir que o petróleo
chegue ao litoral e enviou quase 30 navios à região, a cerca de oito quilômetros
da praia de Mallipo, a cerca de 150 quilômetros do sudoeste de Seul.
Segundo os dados mais recentes da agência de notícias "Yonhap", a quantidade
total de petróleo que transbordou dos tanques do petroleiro é de 10,5 mil
toneladas, e a mancha ocupa uma área de 2 quilômetros de largura e 7,4
quilômetros de comprimento.
O Ministério de Assuntos Marítimos e de Pesca sul-coreano, citado pela agência
de notícias "Yonhap", teme que o petróleo derramado chegue às praias da região
em 48 horas, já que as condições meteorológicas para o período são de ondas
altas e ventos fortes, o que dificulta os trabalhos de prevenção.
Além disso, as autoridades afirmam que a região litorânea mais próxima do
acidente poderia sofrer o risco de explosões, por causa dos gases emanados pelo
combustível.
Limpeza
Segundo a "Yonhap", atualmente, a Coréia do Sul tem capacidade para recolher
quase 16 mil toneladas de petróleo do mar em três dias.
Cerca de 120 navios de prevenção de todo o país estão se dirigindo para o local.
Calcula-se que 500 cultivos de ostras podem ter sido afetados.
Um funcionário ministerial afirmou que as perdas causadas pelo desastre serão
superiores às de um acidente semelhante ocorrido em 1995. No entanto, a evolução
do derramamento depende das condições meteorológicas e das marés.
Em julho de 1995, um petroleiro sul-coreano afundou nas proximidades de Yeosu, a
cidade que organizará a Exposição Universal de 2012, uma edição será dedicada
aos recursos hídricos de oceanos e costas.
Naquela ocasião, as perdas chegaram a US$ 75 milhões, devido aos danos sofridos
pelos cultivos marinhos. Também foram investidos US$ 23 milhões para recolher o
petróleo, tarefa que durou cinco meses.
As autoridades, no entanto, têm esperanças de que o derramamento de hoje se
estenda com menos rapidez do que em 1995, devido ao frio e por ter ocorrido a
quase 10 quilômetros do litoral.
Acidente
O acidente ocorreu por volta de 7h30 (14h30 de Brasília da quinta-feira), quando
um petroleiro de Hong Kong com uma carga de 260 mil toneladas do combustível e
ancorado perto da costa colidiu com um cargueiro sul-coreano.
A batida deixou três buracos no casco do petroleiro, por onde o combustível
derramou.
Segundo o Ministério de Assuntos Marítimos e Pesca da Coréia do Sul, o
petroleiro perdeu quase 10.810 toneladas do combustível.
O ministério afirmou que, por enquanto, não calculou o número de perdas deste
desastre.
O local
A área atingida fica próxima às praias que fazem parte do parque nacional de
Taean Haean, uma região turística e pesqueira, onde há uma indústria que
trabalha com o cultivo de algas e ostras.
Trata-se do único parque natural da Coréia do Sul, que tem uma costa de 530
quilômetros de extensão, um conjunto de 120 ilhotas, e quase 30 praias.
O local do acidente fica próximo à baía de Chonsu, que é uma região importante
para a biodiversidade local, devido às várias espécies de pássaros.
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